Recursos de Narrativa




Fala minha gente literária, tudo bem com vocês?

Hoje vamos falar de recursos de narrativa e como podem nos ser úteis no momento de emergência.

Sabe quando você tem que colocar uma informação importante e não faz ideia de como inserir isso bem no meio da trama? Bem no meio da complexa teia que criou e jogou os personagens?

Nessa hora é que entram os recursos de narrativa e dois deles são o FlashBack e o FlashForward.

FlashBack é a cena que você recupera e coloca na narrativa através de uma memória ou de uma inserção premeditada que retoma acontecimentos antigos e fundamentais para a conclusão da cena.

FlashForwar (Eu nunca consigo pronunciar isso direito) é uma cena que ainda vai acontecer e você a usa para criar mais tenacidade na trama.

No vídeo abaixo eu discuto sobre isso e acho que pode ser super útil para quem quer criar um livro cheio de reviravoltas e um texto com muito envolvimento.

Dá uma olhadinha lá e depois me diz o que acha.



Este vídeo eu gravei para o projeto Academia da Editora Pendragon e nele discuto como podemos usar esses dois recursos.

Espero que seja mais uma ferramenta potente pra ajudar a você a criar o melhor livro de todos os tempos. Vou ficar ansiosa para ler.

Vamos nessa escrever um livro???


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Conto: Os tapetes dela

Publicado na revisa Mafuá da Universidade Federal de Santa Catarina - Clique Aqui.



Os Tapetes Dela

Sento-me à janela, sentindo a brisa bater em meu rosto. É morna, suave e aquece. Ainda assim continuo sombrio, divagando impropérios, perambulando o olhar pelas ruas apinhadas do lado de lá do vidro. Há um quê de dor em meus pensamentos, ao mesmo passo em que há uma vaga lembrança do que me arrasta para esse abismo. Uma fisgada profunda no coração. SAUDADE. Ora. Que outra desgraça mais profunda poderia causar tamanha calamidade no peito de um bom sujeito como eu? Talvez infarto. É bem possível. Mas por enquanto nos contentemos com a tal da Saudade.  Sempre a maldosa saudade, pura e simples, amarga e dolorosa. Cruel, sórdida, ordinária e também doce, amena, envolvente, que chega de mansinho e se apropria de seu corpo por completo, levando-o aonde bem quiser. E lá me vou com os impropérios mundo afora, sem nem mesmo sair dessa cadeira que range sempre que movo de leve o corpo. Mas não se engane pensando que me aflige uma tristeza excruciante. Não é isso, ou melhor, não é bem isso. Me perturba o afanar da memória que me rouba o melhor do passado. Tempo. Esse ladrão sem-vergonha é bem capaz de me pôr em suspenso no ar, num estado de depressão ardente e fervorosa, perdido num passado quente e muito adocicado, e vago pela falta da memória afanada pelo maldito. Consegue acompanhar, caro amigo? Se consegue, faça o favor de me explicar, pois eu há muito que me perdi nessa conversa desmiolada de um velho desocupado que fica tentando relembrar o passado sem derramar as inevitáveis lágrimas. E é aí que entra meu calamitoso e sombrio estado de espírito... Tudo bem, eu paro de divagar loucuras sem sentido, mas você me promete não me abandonar nessa trajetória em que hei de mergulhar pelas próximas horas?  Está certo, vamos começar nossa caminhada e remontar tempos em que você provavelmente nem era nascido, e talvez nem sua mãe e seu pai também o fossem. E se em algum momento o tédio bater, por favor, me avise. Trato de apimentar a história, ainda que para isso seja necessário desvirtuar algumas das estradas percorridas. É também preciso encher os buracos que se formam na mente de um velho quase acabado, beirando a partida para o descanso eterno, e é provável que a história varie entre fatos e loucuras, por isso peço que releve os defeitos desta velha carcaça. Bom, vamos começar. Mas antes me prometa mais uma coisa, meu jovem. Prometa que não vai me deixar pegar no sono no meio dessa história. Seria um desperdício ter de voltar ao início mais tarde, e também não posso perder o horário dos remédios, malditos, que me deixam ainda mais zonzo do que a idade já o trata de fazer. Então lá me vou pelo túnel do tempo, e volto ao que um dia fora meu reflexo no grande espelho da sala da fazenda em que fui criado. Uma sala refinada e sem o menor aconchego. Um ambiente grande, com tábuas lustrosas como piso e peças de porcelana delicadamente alocadas no arredor, como acabamento. Enquanto tenho apenas sete ou oito anos, me parece um verdadeiro salão de baile, com jarros imensos cheios de flores que me fazem constantemente espirrar e me inflam o nariz. Um nariz que já é de formato engraçado. Corro os olhos pelos arredores, apreciando a pouca luz e o silêncio da noite. Eis que lá está ela, na outra ponta do cômodo, muito além da mesa de madeira pesada, bem ao lado da estante horrorosa que ostenta os cristais da família, passados de geração a geração. E seu olhar é desafiador. Ela é a menina mais feia que conheço, seus cabelos estão sempre emaranhados, amarrados e, ao mesmo tempo, rebelados. Seu corpo é magricelo, não há absolutamente nada de delicado em sua silhueta ossuda de jovenzinha. E é ela minha única e verdadeira amiga, aquela que me vence nas corridas até o lago e me acerta com maçãs quando disputamos uma subida na macieira. É a menina mais atrevida, arrogante e divertida que conheço. Que não pensa duas vezes em contar uma mentira para nos assegurar alguns biscoitos de tia Zuleica ou uma fatia de torta. E esses são os melhores momentos do nosso dia, quando enfiamos biscoitos dentro das mangas das blusas já sujas de alguma das aventuras vividas, ou quando confundimos a tia o suficiente para roubar a torta e nos empanturrarmos dela no curral, dividindo com as galinhas, que também se refestelam sem nunca nos entregar. E à noite, quando finalmente o murmúrio agitado da casa vai silenciando gradativamente, quando meus pais repousam cansados das tarefas que a eles cabem durante o dia, quando tia Zuleica ronca pesado no seu casebre que fica quase colado ao nosso e minha avó resmunga em sonho com os netos, vou sorrateiramente deslizando da cama macia que tanto me convida para um sono profundo e mergulho no corredor escuro, passo por passo, tentando minimizar o ranger das tábuas velhas, que devem ter a idade da minha avó, ou ainda mais, e em todas essas noites ela está lá, do outro lado da sala, rindo baixinho e chacoalhando os cabelos. Olho mais uma vez para o meu reflexo no enorme espelho que minha mãe ganhara em seu casamento e logo ocupara a parede inteira ao lado da escada. Depois olho para ela novamente. E como sempre, vestida com seu pijama de flanela bege e suas meias de lã, ela está desafiando uma cadeira. Argumentando alguma coisa que para mim é totalmente inaudível. Será que ela não dorme nunca? Encolho-me sobre os degraus e me resigno a observar. Se ela dorme não sei, mas eu, enquanto não vejo seu espetáculo, noite após noite, não consigo pregar os olhos. E o show começa. Empunhando um cabo de vassoura que ela premeditadamente surrupiara, se posta sobre um tapete felpudo que, se não me falha a memória, foi outro presente de casamento da minha mãe. E lá se vai Margarida, deslizando pelas tábuas da sala, em cima do tapete velho e empunhando o tal cabo da vassoura. E Margarida sorri, ainda que lhe faltem alguns dentes que logo deverão chegar. E esse nome? Um nome tão gracioso para alguém tão ‘desgraciosa’. Se bem que seu sorriso pode ser acolhedor. E ela fica ali, deslizando por um tempo que me parece eterno. É um pirata, uma barqueira, uma viajante solitária. E eu apenas observando. Uma pausa para um copo de água. Ei meu jovem, você mesmo, será que não traria um copo de água para este velho sonhador? Ah! Obrigado. Um copo de água e podemos retomar nossa viagem no tempo. Pois bem. Margarida, a sobrinha de tia Zuleica, que também não é minha tia, mas uma governanta da fazenda da minha família, está com quase quinze anos. E a maldita agora faz jus ao bendito nome, parece uma flor de tão bonita, com feições delicadas e perfeitas, mas tão arrogante e aventureira quanto antes. E tão apaixonada pelos tapetes quanto sempre. E eu, moço (não tão bonito) que agora frequenta a cidade, ouço os rumores dos rapazes que pretendem cortejá-la e me envolvo aqui e ali com uns socos e chutes em nome de sua imaculada honra. Não que Margarida me interesse de um jeito que não seja o habitual, apenas não posso, de jeito nenhum, perder seu show com os tapetes velhos da minha sala, que já não é tão grande como antes. E agora um enorme branco na cabeça deste velho azucrinado. Um vestido branco, somente essa imagem me vem à cabeça, e depois vejo novamente Margarida, ainda mais linda, beirando os vinte e cinco anos, segurando um bebê miúdo, envolto em mantos bordados por ela mesma com flores rosas. Ah! Sim, Margarida embalando a pequena Rosa, filha que ela carregara em seu ventre como se fosse o maior de todos os tesouros. E agora as duas deslizam pela sala. Mas não a sala de minha mãe. Não pode ser, não vejo os jarros feios que antes eram sempre entulhados de flores que me causavam acesso de asma na adolescência. Que sala é essa? Ser velho é uma coisa dolorosa, como é possível eu ver tão nitidamente o corpo esguio e sedutor da mulher que conheci quando menino, segurando seu bebê nos braços, deslizando no meio da noite sobre um tapete felpudo em uma sala, e não conseguir me lembrar de quem é a maldita sala? Mas me lembro de estar lá, sentado sobre os degraus, sentindo o fogo queimar no peito e saboreando o ninar do bebê com a graça dos movimentos da menina que agora é mãe.
Minha sala. Minha bendita sala. Nossa sala. Minha esposa. Meu bebê. Minha Margarida e minha Rosa.
Mas os tapetes são dela. Definitivamente.





*Todos os direitos reservados*
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Aprenda como criar seu livro sem crises


Oi, tudo bem com você?

Já ouviu falar de consultoria de escrita criativa?

Quando estamos iniciando nossa jornada pelos caminhos da escrita encontramos muitos desafios. Eu passei por isso e provavelmente a maioria dos autores de sucesso também.

O processo criativo é bastante complexo e pessoal, mas ter guias e ferramentas podem melhorar seu desempenho e deixar seu trabalho muito mais profissional desde o início.

Contratar uma consultoria com um profissional crítico é um dos passos mais poderosos que você pode dar na direção do sucesso da sua carreira.

Não apenas vai aprender técnicas como ganhar confiança durante a criação da sua obra.

Na consultoria de Escrita Criativo que dou trabalhamos o seu livro como um projeto. Abordando os principais tópicos e tirando dúvidas.


Sinopse;
Cenário;
Roteiro;
Pontos de virada;
Pontos de vista;
Personagens;
História.

Durante uma hora e meia vamos trabalhar na sua obra para que você possa partir do zero que criar um livro incrível que não apenas atenda suas expectativas, mas conquiste seu público-alvo.



Consulte maiores informações por AQUI!


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O que a música pode fazer pelo escritor?


Fala pessoas, tudo bem com vocês?

O post de hoje é sobre o importante papel da música no processo criativo do escritor.

Tem muita gente por aí que defende que escrever no silêncio é o mais indicado, ou que ouvir música clássica é a forma correta de estimular seu cérebro. Mas o fato é que a música tem que ser do gênero que você gosta e não qualquer uma.

Muitos estudos científicos já revelaram que estudar enquanto se ouve uma música de que se gosta estimula o cérebro a trabalhar mais.

Escrever é um processo criativo que vai ser influenciado muito por nosso estado de espirito, então uma boa música pode sim mexer com a nossa criatividade.

Inclusive é um dos segredos para quem sofre de "brancos", aqueles momentos de tela vazia em que não conseguimos sair do lugar.

Em uma entrevista, pouco tempo atrás, me perguntaram algumas manias literárias e eu acabei confessando que ouvir música enquanto escrevo é um dos meus maiores hábitos. Contudo, a minha mania é um pouco mais maluca do que eu contei naquele dia. Tem momentos, quando estou muito envolvida com o texto em que estou trabalhando, acabo apertando o botão do "repete" do zenfone e fico ouvindo a mesma música o dia todo. Ué, se está me deixando inspirada por que mudar?

Cada um com a sua loucura, não é?

Fica a dica então: Coloque uma boa música, pegue o papel e a caneta, ou o computador e comece a criar sua obra.

Não importa qual nem quantas vezes você vai escutar a música, o que importa é deixar que ela embale a sua mente e o leve ao trabalho com muito mais prazer.

E aí, o que você costuma escutar quando escreve?

Me conta!


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Haja o que houver não sonhe!

Eu disse que nós estávamos chegando e que seus sonhos não estavam mais seguros. Agora, o relógio começou a correr e em pouco tempo você precisará lutar por sua vida e por seus sonhos.



É isso aí, no dia 20 de junho esconda-se o melhor que puder, pois eles não perdoam nem o menor deslize.

  SOMNIIS acontece em um futuro distante, depois que máquinas inteligentes tentam tomar o poder. Os humanos vencem a guerra contra os robôs, mas o preço é altíssimo, pois há um retrocesso na sociedade, bem como o declínio da população. A humanidade agora está confinada em pequenas nações isoladas, e algumas dessas nações adotam um regime totalitário, além de um sistema religioso similar ao da idade média europeia. É nesse cenário sombrio e repressor que vivem Cassiel e Alexus, dois adolescentes que querem conquistar o direito de sonhar, mas acabam, sem querer nem perceber, se envolvendo em uma perigosa intriga política.

Descubra o mundo por trás de Somniis


SOMNIIS é um livro voltado para os leitores de distopias tradicionais, tais como Admirável Mundo Novo e Fahrenheit 451. Com uma trama fluída e personagens marcantes, a história leva os dois jovens irmãos Cassiel e Alexus a lutarem por suas vidas em um mundo em que não se é permitido sonhar. Numa realidade em que pílulas para dormir, escaneamentos do sono e um líder tirano, esta obra revoluciona as distopias e foge do atual modelo de literatura distópica, retomando uma narrativa mais inteligente e discutindo conflitos que vão além da ótica comum. Sonhar é mais do que ver imagens enquanto se dorme e ser um sonhador pode ser ainda mais perigoso em um mundo onde a tecnologia ameaça destruir a vida. 


"Sonhar corrompe as pessoas. Os fracos são consumidos e destruídos por seus próprios sonhos."


Já conhece o nosso trabalho?


LU EVANS nasceu em João Pessoa, PB. É formada em Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba, onde também cursou Relações Públicas. Trabalhou no teatro em atividades como produção e direção, além da criação dos textos encenados pelo Grupo Matraca. Escreveu 20 peças de teatro para crianças que reuniu em um livro cujo título é simplesmente Teatro. É autora da série ZYLGOR: A Princesa das Águas (livro I), O Príncipe Flamejante (Livro II), A Princesa dos Ventos (Livro III). Atualmente, apresenta um canal literário no youtube.
 





GRACI ROCHA é autora de Uma Canção de Amor, primeiro lugar em vendas na Amazon por várias semanas. É leitora crítica e autora da promissora série Imortal, cujo primeiro livro, A Maldição de Arthur, foi lançado em 2016 pela editora Pendragon e foi considerado como um dos melhores nacionais por canais do youtube e blogs. 
A autora também foi premiada em diversos concursos de contos:

  • Menção Honrosa no 30º Concurso de Contos Yoshio Takemoto – 2012, com o conto “Molho de tomates”; 
  • Concurso de Contos "O Mistério das Sombras" - organização: Editora Multifoco – 2013, com o conto “Incidente no cemitério”; 
  •  Vencedora do CLEC - 2012 Antologia Amores Impossíveis organização: Roberto Laaf e Bia Carvalho, com o conto: “Lágrimas de Um louco”. 
  • 25º Lugar no concurso de Contos Prêmio Vip de literatura.



Que tal descobrir Somniis e mergulhar de cabeça em uma luta onde o "bem maior" pode não ser realmente o mocinho da história?


“A raiz de todo pecado é o desejo.”



Clique AQUI e descubra se você é capaz de viver em um mundo onde sonhar não só não é permitido como também é um pecado mortal.
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Matemática da escrita - Como dividir seu livro e deixá-lo mais interessante.




Oi pessoas!
Tudo bem com vocês???
Então, hoje eu vim dar uma das dicas mais preciosas que tenho para quem quer escrever um livro de ficção e está com dificuldades.
Como dividir seu livro para que ele fique realmente interessante e atrativo.
Bom, mas antes de mais nada vamos aos créditos né? Essa dica é baseada no livro "Manual do Roteiro" do mestre Syd Field (Quem quiser ler, ele está para vender em tudo quanto é livraria, não é difícil encontrar).

Um dos recursos utilizados para nos prender na leitura de um livro (e a gente nem nota) é uma fórmula matemática de porcentagem. É isso aí minha gente, matemática para escrever livro. Não é o máximo?
Eu sei, você pensou que ia se livrar da boa e velha matéria escolar que sempre te irritava com aquele (-1) que aparecia do nada só para não deixar o X negativo. Mas não, você vai ter que usar sim e quando aprender este recurso vai simplesmente adorar.

Bom, o primeiro passo é o mais difícil. Você tem que definir quantas páginas seu livro terá. Infelizmente nem sempre deixar a mão e a imaginação soltas funciona, então o negócio é definir um número de páginas e focar para mantê-lo. (No início, nas primeiras obras, é mais difícil, depois fica bem mais fácil e você vai tirar de letra).

A segunda parte é a porcentagem. Calma gente eu vou explicar.
Os primeiros 25% do seu livro dizem respeito a apresentação, premissa e conflitos.
O desenvolvimento fica com 50%.
E por fim, a conclusão fica com os últimos 25%.

E como você faz essas divisões?

Ah! É aqui que vem o pulo do gato, você vai usar pontos de virada nessas marcações. Vou explicar o que são pontos de virada com mais detalhes em um próximo post, mas para encurtar e não deixar você perdido: ponto de virada é um acontecimento que vai mudar o rumo da história e fazer o protagonista se mexer para realizar uma tarefa importante ou para buscar a conclusão do conflito da sua história.

Então basicamente você terá dois grandes pontos de virada na sua obra, na marca de 25% (e este vai impelir o protagonista a mergulhar na aventura) e um na marca de 75% que vão empurrar para a conclusão do conflito e desfecho da trama (25% da apresentação e mais 50% do desenvolvimento = 75%).

Gente, de cara parece meio complicado, mas é fácil e você vai ver que ao aplicar esta regrinha aqui sua história vai ficar muito mais envolvente e criar um ritmo super legal para o leitor.

É isso, vamos nessa escrever um livro???



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Desenvolvendo seu estilo literário


Fala Galera, tudo bem aí?

A primeira dica do nosso projeto VAMOS ESCREVER UM LIVRO? é sobre o estilo literário.

O que acontece é que muita gente confunde estilo literário com gênero. É bem normal. Hoje vamos resolver isso. Qual seu estilo literário?

Qual a forma como você trabalha as palavras?

Pense que descobrir seu estilo, sua forma de escrita é uma tarefa árdua e vai levar boa parte da sua vida, mas estar consciente disso é o primeiro grande passo.

Como você seleciona as palavras que vai colocar no papel?



Essas perguntas são fundamentais para que você inicie sua jornada na escrita.

Para ajudar a entender bem, tem um vídeo bem legal que eu disponibilizei para a editora Pendragon.


É isso aí. Vamos nessa escrever um livro??

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Vamos escrever um livro?


Oi gente tudo bem?

Faz tempo né?


Então, deixa eu contar uma coisa pra vocês. Quando criei este blog, meu intuito era discutir a literatura de muitas maneiras. Primeiro com resenhas (e eu fiz um montão delas), depois com meus próprios livros e por que não com dicas para quem estava tentando entrar nesse mercado.
Muita coisa aconteceu desde então. Hoje, sou escritora tradicional (isso mesmo, não pago para publicar a minha obra), faço parte da equipe editorial da Editora Pendragon e também dou consultorias para autores iniciantes que precisam daquela forcinha para engrenar sua obra. Sem contar as leituras críticas que ainda faço.
Acontece que eu sei que tem muita gente por aí que está começando exatamente como eu comecei. Com um grande sonho e nenhum dinheiro.
Pra essas pessoas eu quero dizer: NÃO DESISTAM! Eu to aqui para ajudar.
É difícil começar quando a gente não tem grana pra nada, não é mesmo? Sem ter como comprar livros, fazer cursos, sequer pensar em alguma coisa mais profissional. É difícil mesmo. Eu sei bem.
Mas com esforço e perseverança a gente consegue.
Hoje, eu to super feliz porque estou abrindo uma coluna aqui no blog para ajudar você. Isso mesmo, você que sonha alto, mas que ainda voa baixinho. Você que quer se encontrar na literatura, mas que não teve oportunidades.
Como vai ser?
Toda semana eu vou trazer dicas práticas e fáceis de compreender que vão deixar você cada vez mais perto do seu sonho de ter seu primeiro livro pronto.
E aí, vamos começar?
A primeira coisa que você tem que fazer é arrumar um caderninho e uma caneta e anotar tudo. Porque vamos com tudo!


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Vídeo Resenha

Oi gente,

E saiu uma super vídeo resenha do livro A Maldição de Arthur, o primeiro da série Imortal.

Vamos ver?


E aí, gostou?
Que tal conhecer melhor o livro?


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O que estão dizendo por ai...

Oi pessoal, tudo bem?

Que tal darmos uma olhada no que estão dizendo por aí sobre os meu livros???








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A maldição de Arthur

Oi genteeeee....

É com muita empolgação que anuncio que o projeto A Maldição de Arthur está saindo do coração e virando realidade. Vou deixar algumas informações e o link para que vocês conheçam essa aventura.  







Editora: Editora Pendragon
Autor: Graci Rocha
Páginas: 300
Edição: 1
Ano:2016
Tipo de CapaBrochura - Supremo 250g Com duas orelhas de 7cm cada
Assunto: Literatura Nacional - Fantasia
Idioma: Português
Lançamento: Junho/2016



"Cass fechou os olhos e cochilou, queria falar com Arthur, dizer o que sentia, despedir-se de Gael, desculpar-se com Toruk, elogiar Terian, agradecer ao senhor Myagui dos goldlins, Karhystrs e perdoar Lancelot. Eram muitas palavras a serem ditas e ela não tinha certeza de que conseguiria. Tentou reunir um pouco de sua energia restante, mas fora envolvida pela dor e uma terrível angústia. Dormiu por alguns minutos e teve certeza de que estava morrendo."

Você acha que já viu tudo? Que já leu todo tipo de história de terror ou aventuras mirabolantes? Que já conheceu todos os demônios e anjos que poderia suportar? Na certa você ainda não conhece Cass, uma mulher temperamental que não suporta receber ordens. Ah! E que é também a filha do Diabo.


Mas as coisas entre bem e mal não são tão simples como conhecemos, o bem nem sempre é bom e o mal nem sempre é tão mal assim, e desta forma, Cass, uma imortal que não aparenta ter mais do que vinte e cinco anos, vem burlando as regras e boicotando o pai.


Entre aliados inesperados e inimigos surpreendentemente assustadores, a bela que já vivera muitas vidas, vai descobrir que estar do lado dos bonzinhos é muito mais difícil do que imaginava.


A maldição de Arthur é o primeiro livro da série Imortal e conta como Cass e seu fiel escudeiro, Luke, partem em busca do medalhão Pendragon, herdado pelo rei Arthur, mais de mil anos antes. O único problema é que Arthur está morto e Lancelot é um imbecil. Bom... talvez nem tudo seja o que parece.


Entre ajudar um antigo aliado a combater um inimigo maligno, salvar um reino, resgatar uma noiva e quebrar maldições, muitos corações serão conquistados e uma disputa pelo amor de Cass vai se desenrolar.


O final é apenas o começo...


Na compra do livro você receberá um brinde personalizado.

Quer saber mais clique AQUI!
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Fada do Dente

Oiieee

Hoje vamos de continho, pequeno e bonitinho...


Fada do Dente


Queridinho era um menino típico de seis anos, cabelos espetados, nariz meio sujo e olhos sempre a procura de uma grande aventura. Vez ou outra metia algo na boca, para loucura da pobre mãe, que já via os fios brancos brotando no auge dos trinta e dois anos. Mas toda mãe que se preze conhece o ponto fraco do filho e sabe usar sempre que o desespero bate à porta. E assim, toda vez que Queridinho aprontava uma travessura daquelas, dizia sem pestanejar: “Jesus não mata, mas castiga, um dia você vai ver” e o menino aventureiro pensava a respeito, endireito-se no mesmo instante.

Como todo jovenzinho cheio de energia para gastar, a memória pouco guardava a respeito do que a mãe previa e novamente voltava às investidas contra os cãezinhos indefesos da rua, contra as janelas dos vizinhos e principalmente contra as bonecas e os cachinhos louros da irmã mais nova.  E a história sempre se repetia: “Jesus não mata, mas castiga, um dia você vai ver”.
Numa manhã de sexta feira, pouco mais de um mês antes de Queridinho completar seus tão esperados sete anos, o menino acordou sentindo uma leve dor de cabeça. A mãe, conhecendo a disposição do filho foi logo buscar a caixa de medicamentos, pegou o termômetro e lhe enfiou debaixo do braço, marcando os minutos exatos em seu reloginho de mãe, daqueles pequenininhos que ficam muito bem arrumadinhos no pulso fino, batendo o pé ela esperou para ver a temperatura no visor do termômetro. 38.5, alarmou-se, mandando o menino direto para o chuveiro e cavando dentro da caixinha apinhada, um remédio para lhe enfiar goela abaixo.
Algumas horas depois, Queridinho já tomado pelo tédio do repouso, se pôs a refletir sobre o que lhe estava afligindo. Imediatamente arrependeu-se da comidinha de barro que fizera a irmã comer, e do cuspe na janela limpa de dona Elza, a vizinha dos rolos nos cabelos e do gato gordo. Enfim havia chegado o dia que a mãe lhe tinha avisado e ele tentou se esconder debaixo do cobertor, mas o mal que ele havia infligido aos outros talvez estivesse retornando.
Depois de um sono curto e incomodo pela dor latente nas têmporas Queridinho descobriu um de seus dentes da frente bem molinho, a ponto de cair. Desesperado pediu desculpas a Jesus, por ter pintado de canetinha os dentinhos da boneca da irmã e por ter dado pimenta ao filhote do cachorro do vizinho novo.
Vendo que sua imagem devia estar bastante ruim perante seu castigador, tratou de pensar em uma alternativa, remediar o estrago. Talvez se ajudasse a mãe arrumando o quarto, ou com a louça da janta resolvesse o problema. Fazendo um tremendo esforço, se pôs de pé a limpar aqui e ali.
Para seu apavoro nada convencia o Poderoso de que ele se comportaria dali em diante e o dentinho, ainda que Queridinho o escovasse freneticamente para deixá-lo bem bonitinho, foi ficando cada vez mais molinho. Antes que a noite chegasse ele caiu.
Tomado pelo desespero Queridinho correu até a mesa de costura da mãe e pegou uma velha cola que estava na gaveta, enfiada lá para que a irmãzinha não a encontrasse. Empapou o dentinho ensangüentado com ela e enfiou de volta ao lugar em que pertencia. O gosto era terrível e ele sentiu vontade de vomitar. Só que Queridinho não podia se dar ao luxo de perder o dentinho e ficar banguela para todo o sempre, como prova de que havia sido tão malvado que Jesus o tivesse castigado. Amargou a tristeza e depois o medo da vara que a mãe vinha lhe prometendo há muito tempo. E seria bem merecido. As lagrimas corriam desenfreadas.
Cansado, guardou o dentinho debaixo do travesseiro, para que a mãe não percebesse o desastre em que se havia metido e dormiu.
  Na manhã seguinte Queridinho, recuperado da febre e do mal-estar passou a língua no buraquinho que deveria possuir o dente, rezando que tudo não tivesse passado de um sonho. Depois vendo que não pensou sobre a cola milagrosa que o pai usava em alguns consertos pela casa, correu a mão por debaixo do travesseiro, mas o dentinho havia desaparecido. Queridinho encontrara uma moeda no lugar e nem se lembrava de tê-la guardado ali. Revirou tudo e nada do dente. Desesperado entrou em pânico.

A mãe vendo o filho tomado pelas lágrimas aconchegou-o no colo, e ouviu a história toda, inclusive os pedidos de desculpas, por fim, contou-lhe a história da fada do dente. Aliviado ao saber que logo nasceria outro dente no lugar vago e contente pelo lucro que tivera no fim das contas, o menino resolveu brincar, limpou o rosto molhado e saiu.
Já tendo prometido a Jesus e não querendo correr o risco, deixou a irmã, as bonecas e as janelas de dona Elza em paz e também o pobre filhote do vizinho, pois pensando bem aquilo não era coisa de um menino descente.
Pensou por algum tempo e decidiu que talvez pudesse se tornar um menino de negócios, bastante rico e saiu em busca dos alicates do pai, algum deles haveria de caber em sua boca. 

**Para acessar a fonte da imagem, basta clicar nela.**
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